O Coletivo Desvio Padrão realiza, entre os dias 9 e 11 de junho, uma programação que integra arte e acessibilidade em diferentes espaços do centro de São Paulo. Com apresentações dos espetáculos “Só se fechar os olhos” e “Para além do gesto”, além de oficinas e seminários gratuitos, o projeto investiga a audiodescrição e a Língua Brasileira de Sinais como linguagens criativas nas artes da cena.
Com atividades no Espaço Parlapatões e no Centro MariaAntonia (USP), a proposta parte de uma investigação sobre tradução intersemiótica, explorando como experiências sensoriais podem ser recriadas a partir de diferentes linguagens, como som, palavra e língua de sinais.

Da audiodescrição à criação
A pesquisa nasce da experiência do coletivo com audiodescrição de espetáculos de dança – técnica que traduz elementos visuais em palavras e permite que pessoas cegas ou com baixa visão construam imagens a partir da escuta.
Mais do que um procedimento descritivo, a audiodescrição envolve escolhas narrativas lexicais e sonoras que influenciam diretamente a forma como o espectador imagina uma cena. É justamente essa dimensão subjetiva e criativa que o projeto explora.
A partir daí, o Coletivo propõe um deslocamento: em vez de descrever uma obra existente, cria uma obra imaginária de dança que se concretiza no ato da narração.
Uma dança que só existe na imaginação
Com concepção de Maria Fernanda Carmo e Mariana Farcetta, “ Só se fechar os olhos ” é um espetáculo que radicaliza a relação entre som e imagem ao propor que a dança não seja vista, mas imaginada.
Mais informações sobre a programação: www.coletivodesviopadrao.com.
Créditos: Patrícia Marrese – marrese assessoria



